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Israel e aliados têm 1ª divergência por 'pausa' no ataque a Gaza

  • Foto do escritor: Ponto Certo
    Ponto Certo
  • 28 de out. de 2023
  • 3 min de leitura

A Assembleia Geral da ONU aprovou, nesta sexta-feira (27), com voto contrário dos Estados Unidos, uma resolução não vinculante que pede uma "trégua humanitária imediata e duradoura", em pleno recrudescimento da ofensiva militar israelense contra a Faixa de Gaza.

Israel bombardeia Gaza — Foto: Reuters

Os aliados mais próximos de Israel no Ocidente passaram a defender a ideia de "pausas humanitárias" ou interrupções temporárias nos bombardeios que as forças israelenses fazem contra a Faixa de Gaza na guerra contra grupo terrorista Hamas. No entanto, o governo de Israel segue a linha de rejeitar pedidos de trégua.

Nas três primeiras semanas após o ataque dos terroristas ao território israelense, em 7 de outubro, Israel e os seus maiores aliados, como Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido e Japão, estiveram muito alinhados.

A discussão sobre as pausas é o primeiro desentendimento público de alguns desses e Israel.

O chanceler do Japão, Yoko Kamikawa, disse na sexta (27) que havia esforços bilaterais e na ONU para pedir que Israel que concorde com algum tipo de pausa.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, declarou em um comunicado que "repete o apelo pelo cessar-fogo humanitário, pela libertação incondicional de todos os reféns e pela entrega de suprimentos vitais na escala necessária".

"Israel se opõe a uma pausa humanitária ou a um cessar-fogo neste momento", disse Lior Haiat, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel nesta sexta-feira (27). Um funcionário importante do governo israelense disse que os pedidos por uma pausa nos combates pareciam ser de “má fé”.

Os pedidos por uma pausa foram feitos depois de dias de intensa diplomacia na sede da ONU em Nova York e em Bruxelas. Há alguns países, como a Espanha, que querem pressionar Israel a estabelecer um cessar-fogo, e aqueles que dizem que o direito de Israel à legítima defesa é a prioridade.

Votação na ONU

A Assembleia Geral da ONU aprovou, nesta sexta-feira (27), com voto contrário dos Estados Unidos, uma resolução não vinculante que pede uma "trégua humanitária imediata e duradoura", em pleno recrudescimento da ofensiva militar israelense contra a Faixa de Gaza.

Com 120 votos a favor, 14 contra e 45 abstenções, a Assembleia Geral aprovou o texto proposto pela Jordânia em nome do grupo árabe, no qual não há menção ao Hamas e a Israel. Antes disso, rejeitou a inclusão de uma emenda do Canadá, que pedia a condenação expressa do Hamas pelo ataque de 7 de outubro, que provocou a morte de mais de 1.400 israelenses, a maioria civis.

Exército está expandindo as operações

Mais cedo, o principal porta-voz militar de Israel disse que as forças aéreas e terrestres israelenses estão intensificando suas operações.

"Além dos ataques realizados nos últimos dias, as forças terrestres estão expandindo suas operações nesta noite", disse o contra-almirante Daniel Hagari em entrevista coletiva transmitida pela televisão.

Ele disse que o principal alvo são os túneis usados pelo grupo terrorista Hamas que ficam em regiões próximas do território israelense.

Na quinta-feira, o ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, deu uma entrevista coletiva e, quando foi perguntado sobre uma invasão terrestre da Faixa de Gaza, respondeu: "O dia em que isso ocorrerá não está longe, e a manobra começará quando as condições forem adequadas".

Gaza fica sem internet

Os serviços de internet e telefonia móveis foram cortados no território palestino, de acordo com empresas locais de telecomunicações e com a Cruz Vermelha.

De acordo com o provedor Jawwal, os serviços foram interrompidos por causa dos intensos bombardeios.

Uma declaração do Crescente Vermelho disse que perdeu o contato com as operações em Gaza e com os membros da equipe no local.

De acordo com o "New York Times", os palestinos que ainda conseguem fazer contato com pessoas fora da Faixa de Gaza relatam que há medo e pânico pela possibilidade de mais ataques aéreos.

Mais cedo, o grupo terrorista Hamas afirmou que disparou uma salva de foguetes em direção a Israel em resposta aos bombardeios israelenses no norte da Faixa de Gaza.

As 3 fases da ocupação


Na semana passada, o ministro da Defesa de Israel detalhou pela primeira vez a ocupação que Israel pretende realizar na Faixa de Gaza. Segundo Yoav Gallam, a ação ocupação ocorrerá em três fases e "não durará para sempre".

"Queremos fazer uma operação em Gaza para deixar de sermos responsável pelo território para sempre", disse Gallant a parlamentares de Israel durante sessão no Parlamento do país.

Essas três fases em sua guerra devem ser:

  1. A primeira delas, já parcialmente em curso, consiste de ataques aéreos e a ofensiva por terra.

  2. Em um segundo momento, militares deverão em combater "bolsões de resistência" dentro da Faixa de Gaza.

  3. Na terceira fase, segundo o ministro, as tropas se retirarão, e Israel criará "um novo regime de segurança" que trará "uma nova realidade para a segurança dos cidadãos de Israel".


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